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Artistas que trabalham com cianotipia #5

E estamos de volta com a nossa rúbrica mensal sobre artistas que trabalham com cianotipia. Desta vez damo-vos a conhecer a artista Linda Clark Johnson, uma artista americana contemporânea que vê na cianotipia um meio de se expressar. Segundo a artista, a arte é a sua grande paixão desde há muito tempo. Estudou arte e design gráfico na universidade e tem um mestrado em artes na educação. Toda a sua carreira foi dedicada ao design gráfico e à ilustração mas em  1998 voltou a estudar para ser professora e a partir daí começou a partilhar a sua paixão artística com os seus alunos. Hoje em dia trabalha como artista, professora de arte e empreendedora e não podia ser mais feliz. 

De entre os seus trabalhos destacam-se as colecções "Summer Reading", "Mend", "Solar Alchemy", "The solstice collection", "Dream Time" e "Warm+Cozy Nests". Sobre o primeiro, "Summer Reading" a artista utiliza o livro antigo reciclado como ponto de partida de cada cianoótipo dando a estes uma nova vida. As encadernações expostas e páginas rasgadas conferem-lhes uma textura rústica e um certo charme. 

Relativamente à colecção "Mend", começou como uma resposta à pergunta "O que nos move?" e também como uma questão de praticidade pandémica. Adotou o ditado 'não desperdice nada' e pensou nas mulheres como a sua mãe que salvou tudo o que tinha durante tempos difíceis como a segunda guerra mundial e a grande depressão. Pensou também nos grupos de mulheres que se reuniam para costurar, conversar e trocar dicas. Quais eram os seus valores? O que as fazia mover?

Relativamente à série "Solar Alchemy", a artista recorre à técnica de cianotipia húmida para dar vida aos seus trabalhos. O mesmo acontece na série "The Solstice collection". Já na série "Warm+cozy nests" a artista revela uma apetência para o simbolismo do ninho como sendo o lar, o local de aconchego e segurança, um local para crescer e realiza uma série de trabalhos sempre com a mesma imagem deste ninho, um desenho que um amigo lhe ofereceu de presente e que permitiu a artista extrapolar as suas possibilidades.

Podemos encontrar os seus trabalhos em galerias, no seu site ou nas suas redes sociais

Esperemos que tenham gostado de ficar a conhecer o trabalho desta artista e voltaremos em breve com mais inspirações para vocês! 

 

Artistas que trabalham com cianotipia #4

E estamos de volta com a nossa rúbrica mensal sobre artistas que trabalham com cianotipia. Desta vez damo-vos a conhecer a artista Erika Lujano, uma artista mexicana contemporânea que vê nesta técnica um meio de se expressar.

 

"Atualmente toda a minha produção artística é desenvolvida a partir do Cianótipo, antigo processo fotográfico que é uma emulsão fotossensível. Essa técnica me levou a diversos materiais alternativos para experimentar as possibilidades de produção de imagem em têxteis, madeira, vidro ou papel. Sempre me interessei muito pela experimentação de técnicas manuais e em visualizá-las como o veículo para poder tornar sua própria voz tangível, bem como criar a partir de diversas técnicas para alcançar peças multidisciplinares, trabalhando juntas.  Uso elementos têxteis, corantes naturais, estampas botânicas para criar peças bidimensionais, mas às vezes também preciso me mover para o tridimensional e criar peças de objeto de arte com caixas de madeira ou livros reciclados que se tornam recipientes de peças artísticas."

Para acompanharem o trabalho da Erika podem segui-la no instagram @erika.lujano e para comprar as suas obras podem ir a aqui ou aqui. Esperemos que tenham gostado e que se inspirem nos trabalhos dela para criarem as vossas próprias obras de arte.

Artistas que trabalham com cianotipia #3

Cá estamos nós com mais um artista que trabalha com cianotipia, desta vez um artista masculino de nome John Dugdale. John utiliza a cianotipia bem como outros processos alternativos de impressão para dar vida aos seus retratos íntimos. A noção de história e imortalidade nas fotografias é reforçado pela abordagem de Dugdale para construir as suas composições a partir da memória. Depois de uma doença que o deixou quase cego aos 33 anos, Dugdale continuou a fotografar com a ajuda de um assistente, criando imagens inspiradas nas lembranças vívidas de amigos, amantes e espaços. 

As suas imagens de still life, retratos, nus e paisagens são muito simples. Também são vislumbres íntimos de momentos privados e espaços pessoais. Há uma qualidade tranquila e atemporal no seu trabalho. Os cianotipos de John Dugdale são de um azul prussiano brilhante. Combinando com essas imagens uma moldura feita à mão com vidro de imagem antigo imperfeito, as peças dão a sensação de que esta série poderia ter sido feita na passagem do século. As suas imagens são influenciadas por imagens do século XIX, como se vê nos seus retratos semelhantes a sonhos. Da imagem à apresentação a mão do artista é visivel do início ao fim. 


Para verem mais sobre os seus trabalhos cliquem aqui.

 

O que é a Cianotipia?

 

Mas afinal de contas o que é a Cianotipia?

 

Já percebemos que a maior dúvida que as pessoas têm em relação a este processo é mesmo saber explicar em que consiste. Por essa razão decidimos vir aqui explicar um pouco do que é a cianotipia, como apareceu e como é utilizada nos dias de hoje.

 

A cianotipia é um processo de impressão fotográfica em tons de azul descoberto em 1842 pelo cientista e astrónomo John Herschel. Ficou conhecido por ser o método usado pela botânica Anna Atkins para imprimir o primeiro livro de fotografia da História. Este processo é de baixo custo e por isso foi bastante utilizado durante os séculos XIX e XX para reproduzir fotografias e também cópias de projectos - os famosos Blueprints. Este processo utiliza dois químicos: o Citrato de Ferro Amoniacal e o Ferricianeto de Potássio. Além disso, misturando-os com água, temos tudo o que necessitamos para conseguir reproduzir uma imagem.

 

A grande vantagem deste processo face a outros processos alternativos de impressão fotográfica é que pode ser aplicado não só no papel mas também no tecido, na madeira, na cerâmica, no vidro e noutras superfícies, o que faz dele um processo bastante versátil. 

 

Agora que já tens uma ideia do que é a cianotipia só tens de dar asas à imaginação e construir as tuas próprias impressões. A pensar nisso a Maria Azul criou kits de Iniciação à  cianotipia com todo o material que irás precisar para poderes fazer cianotipia sem sair de casa. Os nossos kits contêm os quimicos, um pincel (sem partes metálicas devido à corrosão dos químicos), uma base para expores ao sol, amostras de papel, um bastidor, um pedaço de tecido, algumas flores secas, negativos, luvas, uma seringa medidora e claro, um manual de instruções que te explica todo o funcionamento do processo bem como algumas dicas. Do que estás à espera? Mãos à obra!

 

Vamos cianotipar juntos? ;)

 

Encontra-nos online:

 FacebookInstagramGrupo Cianotipia Portugal

Livros para adicionar à estante

Já lá vai algum tempo desde a última vez que recomendámos alguns livros tanto de cianotipia como de outros processos alternativos, pelo que achámos que era uma boa altura para atualizar. Deixamos aqui então algumas sugestões de leitura. São elas:

 

- Alternative Photographic Processes, Christopher James;

- Cameraless Photography, Martin Barnes;

- Analog Journal, Dominic Smith;

- Cyanotype, Historical and alternative photography, Peter Mrhar;

- Artistic Photographic Processes, Suda House;

- Experimental Photography, a handbook of techniques, Thames and Hudson.