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Uma Páscoa diferente

 

Vamos fazer uma Páscoa diferente? 

Tanto este ano como no ano passado toda a nossa vida tem sido diferente e a Páscoa não é excepção. Contudo, virus à parte, as épocas festivas são excelentes exemplos para darmos largas à nossa criatividade. Posto isto, a nossa proposta para este ano é inovarmos um pouco a nossa mesa de Páscoa e surpreender a família com uns ovinhos azuis. É uma oportunidade de ser criativo e passarmos algum tempo com os mais novos a fazer uma actividade diferente. O que dizem? Vamos a isso?

 Então...

Passo 1 – Cobre o interior das cascas de ovos com solução de cianotipia. Nós usámos duas camadas de cianotipia para que a solução ficásse mais grossa. Ou seja, pintámos uma vez, deixámos secar e voltámos a pintar. Deixar secar durante pelo menos 24 horas num local escuro.

Passo 2 – Expor as cascas de ovos ao sol. Nesta altura devemos colocar os objectos que queremos imprimir na casca dos ovos, por exemplo flores, penas, folhas, etc. Deixar ao sol durante 30 minutos no mínimo. Consoante a altura do ano o tempo pode variar. Num dia de verão ou de sol forte 30 minutos são suficientes mas num dia nublado ou de inverno pode demorar mais de um dia. 

Passo 3 - Lavagem. Depois de 30-45 minutos retire as cascas de ovos do sol, tire os objectos, e coloque as cascas num pequeno recipiente com água. Nós também lavámos suavemente o interior de cada casca sob água corrente depois de encharcá-los cerca de 10 minutos. O azul brilhante persiste durante algumas horas, mas depois acaba por desaparecer à medida que as cascas secam. Note que se deixar demasiado tempo na água o azul acaba por desaparecer por completo. 

Nós também imprimimos uma imagem de cianotipia na parte externa da casca de ovo. O produto químico segurou-se sobre a casca quando escovámos, e expôs bem, mas assim que chegou à parte da lavagem, a solução química saiu por completo. 

Uma dica para obter um azul mais brilhante é mergulhar as cascas em vinagre durante algum tempo após a lavagem.

 

E então? Ficaram com vontade de experimentar? Porque não fazer desta Páscoa uma Páscoa diferente? Mais azul...

Como fazer Cianotipia

O que é a Cianotipia?

 

Mas afinal de contas o que é a Cianotipia?

 

Já percebemos que a maior dúvida que as pessoas têm em relação a este processo é mesmo saber explicar em que consiste. Por essa razão decidimos vir aqui explicar um pouco do que é a cianotipia, como apareceu e como é utilizada nos dias de hoje.

 

A cianotipia é um processo de impressão fotográfica em tons de azul descoberto em 1842 pelo cientista e astrónomo John Herschel. Ficou conhecido por ser o método usado pela botânica Anna Atkins para imprimir o primeiro livro de fotografia da História. Este processo é de baixo custo e por isso foi bastante utilizado durante os séculos XIX e XX para reproduzir fotografias e também cópias de projectos - os famosos Blueprints. Este processo utiliza dois químicos: o Citrato de Ferro Amoniacal e o Ferricianeto de Potássio. Além disso, misturando-os com água, temos tudo o que necessitamos para conseguir reproduzir uma imagem.

 

A grande vantagem deste processo face a outros processos alternativos de impressão fotográfica é que pode ser aplicado não só no papel mas também no tecido, na madeira, na cerâmica, no vidro e noutras superfícies, o que faz dele um processo bastante versátil. 

 

Agora que já tens uma ideia do que é a cianotipia só tens de dar asas à imaginação e construir as tuas próprias impressões. A pensar nisso a Maria Azul criou kits de Iniciação com todo o material que irás precisar para poderes fazer cianotipia sem sair de casa. Os nossos kits contêm os quimicos, um pincel (sem partes metálicas devido à corrosão dos químicos), uma base para expores ao sol, amostras de papel, um bastidor, um pedaço de tecido, algumas flores secas, negativos, luvas, uma seringa medidora e claro, um manual de instruções que te explica todo o funcionamento do processo bem como algumas dicas. Do que estás à espera? Mãos à obra!

 

Vamos cianotipar juntos? ;)

 

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Cianotipia e crianças

Wet cyanotype

Hoje vamos falar sobre a "wet cyanotype" ou como se traduz em português, o processo de cianotipia molhada. O processo “molhado” é uma variação do método da cianotipia tradicional. Para a cianotipia normal, mistura-se as soluções de citrato de ferro amoniacal e ferricianeto de potássio (diluídas em água) em partes iguais. Aplica-se a solução final no papel e se seguida coloca-se o objecto que se quer captar, por exemplo uma planta.

Deve-se criar a composição diretamente no papel molhado, isto é, não deixar que o papel seque depois de sensibilizado. A cianotipia é um processo de impressão por contacto, em que as áreas que serão expostas ao sol irão ficar coloridas (azuis) e as partes que não irão ser expostas serão da cor do papel.  

Uma das maneiras mais simples de fazer este método molhado é adicionando sabão e outros ingredientes (como sal, paprica, café, vinagre, curcuma, etc) sobre os objetos dispostos (ver imagem). Em seguida colocar o vidro e apertar com as molas. Em relação à exposição solar, estes cianótipos podem ser deixados ao sol por várias horas ou mesmo dias

Finalmente, quando estiver contente com o resultado, lavar com água da torneira até que a água fique limpa e todos os vestígios de amarelo tenham saído das partes que não foram expostas ao sol.

A impressão pode levar vários dias para se desenvolver totalmente, porém uma lavagem final com água oxigenada oxidará a impressão e revelará a sua cor final. Caso queira fotografar a impressão antes que isso aconteça pode fazê-lo de modo a usá-la como parte de uma composição digital, por exemplo. E voilá, a sua cianotipia está pronta. Agora é só experimentar diferentes materiais e divertir-se no processo. 

 

Dicas de Saúde e segurança: 

É importante seguir as precauções de segurança ao misturar e aplicar produtos químicos molhados. Luvas, proteção ocular e uma máscara devem ser usadas onde há riscos de derramamentos e inalação. Também deve estar ciente de que os produtos químicos da cianotipia manchampelo que deve usar um avental para proteger as roupas e estar ciente do ambiente em que está a trabalhar.