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Artistas que trabalham com cianotipia #3

Cá estamos nós com mais um artista que trabalha com cianotipia, desta vez um artista masculino de nome John Dugdale. John utiliza a cianotipia bem como outros processos alternativos de impressão para dar vida aos seus retratos íntimos. A noção de história e imortalidade nas fotografias é reforçado pela abordagem de Dugdale para construir as suas composições a partir da memória. Depois de uma doença que o deixou quase cego aos 33 anos, Dugdale continuou a fotografar com a ajuda de um assistente, criando imagens inspiradas nas lembranças vívidas de amigos, amantes e espaços. 

As suas imagens de still life, retratos, nus e paisagens são muito simples. Também são vislumbres íntimos de momentos privados e espaços pessoais. Há uma qualidade tranquila e atemporal no seu trabalho. Os cianotipos de John Dugdale são de um azul prussiano brilhante. Combinando com essas imagens uma moldura feita à mão com vidro de imagem antigo imperfeito, as peças dão a sensação de que esta série poderia ter sido feita na passagem do século. As suas imagens são influenciadas por imagens do século XIX, como se vê nos seus retratos semelhantes a sonhos. Da imagem à apresentação a mão do artista é visivel do início ao fim. 


Para verem mais sobre os seus trabalhos cliquem aqui.

 

O que é a Cianotipia?

 

Mas afinal de contas o que é a Cianotipia?

 

Já percebemos que a maior dúvida que as pessoas têm em relação a este processo é mesmo saber explicar em que consiste. Por essa razão decidimos vir aqui explicar um pouco do que é a cianotipia, como apareceu e como é utilizada nos dias de hoje.

 

A cianotipia é um processo de impressão fotográfica em tons de azul descoberto em 1842 pelo cientista e astrónomo John Herschel. Ficou conhecido por ser o método usado pela botânica Anna Atkins para imprimir o primeiro livro de fotografia da História. Este processo é de baixo custo e por isso foi bastante utilizado durante os séculos XIX e XX para reproduzir fotografias e também cópias de projectos - os famosos Blueprints. Este processo utiliza dois químicos: o Citrato de Ferro Amoniacal e o Ferricianeto de Potássio. Além disso, misturando-os com água, temos tudo o que necessitamos para conseguir reproduzir uma imagem.

 

A grande vantagem deste processo face a outros processos alternativos de impressão fotográfica é que pode ser aplicado não só no papel mas também no tecido, na madeira, na cerâmica, no vidro e noutras superfícies, o que faz dele um processo bastante versátil. 

 

Agora que já tens uma ideia do que é a cianotipia só tens de dar asas à imaginação e construir as tuas próprias impressões. A pensar nisso a Maria Azul criou kits de Iniciação à  cianotipia com todo o material que irás precisar para poderes fazer cianotipia sem sair de casa. Os nossos kits contêm os quimicos, um pincel (sem partes metálicas devido à corrosão dos químicos), uma base para expores ao sol, amostras de papel, um bastidor, um pedaço de tecido, algumas flores secas, negativos, luvas, uma seringa medidora e claro, um manual de instruções que te explica todo o funcionamento do processo bem como algumas dicas. Do que estás à espera? Mãos à obra!

 

Vamos cianotipar juntos? ;)

 

Encontra-nos online:

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Livros para adicionar à estante

Já lá vai algum tempo desde a última vez que recomendámos alguns livros tanto de cianotipia como de outros processos alternativos, pelo que achámos que era uma boa altura para atualizar. Deixamos aqui então algumas sugestões de leitura. São elas:

 

- Alternative Photographic Processes, Christopher James;

- Cameraless Photography, Martin Barnes;

- Analog Journal, Dominic Smith;

- Cyanotype, Historical and alternative photography, Peter Mrhar;

- Artistic Photographic Processes, Suda House;

- Experimental Photography, a handbook of techniques, Thames and Hudson.

Artistas que trabalham com cianotipia #2

Já conhecem o trabalho da Meghann Riepenhoff? Esta artista utiliza o processo de cianotipia para captar imagens do mundo natural usando elementos como areia, lodo, sal, água do mar, neve entre outros. "Time, weather, and movement are always embedded in the final image," diz a artista. "If a print was placed in wild surf, it'll be covered in splashes of salt-spray whites and aquatic blues. But photos created in a pool will have a smooth wash."

Uma impressão pode demorar 4 horas a desenvolver-se ou até uma semana. As imagens podem realmente mudar ao longo do dia, ficando mais claras quando expostas ao sol intenso e ficam mais escuras  à noite. Algumas podem desenvolver sal ou ferrugem. Uma vez que a artista não usa a lavagem para processar a imagem na totalidade, estas podem continuar a desenvolverem-se ao longo do tempo.

Aqui está uma entrevista dada pela artista acerca do seus trabalhos.

 

 

Para ver mais trabalhos da Meghann clica aqui.

Artistas que trabalham com cianotipia #1

Decidimos criar esta pequena rúbrica para partilhar alguns trabalhos de artistas que veêm na cianotipia o seu meio de expressão. Vamos começar com a fotógrafa e artista visual Emma Powell que utiliza a cianotipia para criar paisagens oníricas que remetem para o surrealismo do século XX. A sua base de trabalho são as suas próprias experiências de insónia enquanto criança. A tonalidade obtida através das suas viragens com vinho fazem com que os seus cianótipos sugiram um tempo alternativo entre o sono e a vígilia. Depois de as desenvolver, Emma edita digitalmente suas fotografias para melhorar ainda mais os efeitos idiossincráticos do processo de cianotipia. 

Eis algumas das suas imagens:

Para ver o seu projecto completo "In search of sleep" clique aqui